TEMPO
Tempo – contratempo. Tempo – contratempo. Tempo – contratempo. Tempo – contratempo. Tudo o que está vivo está em movimento. (Acelerado) Tempo – contratempo. Tempo – contratempo. Tempo – contratempo. Tempo – contratempo. Tudo o que está em movimento tem seu ritmo próprio. (Desacelerado) Tempo – contratempo. Tempo – contratempo. Tempo – contratempo. Tempo – contratempo. Teu corpo te dita teu ritmo, desde a hora de comer ou dormir até as batidas que mantém teu sangue em movimento. Tum – tum. Tum – tum. Tum – tum. Tum – tum. Aaaaahhhh... O ruído de fundo do universo. O pulsar de vida explodida que se move a 74,2 km/segundo/ 3 milhões de anos-luz. (Lento, silabado) Em ritmo constante. (Respiração, pausa, depois normal) O ritmo é uma lei universal à qual tudo o que existe está submetido. Ritmo de crescimento, ritmo de envelhecimento... Finitude. Tudo o que aqui está vai passar. Eu passo para todos: ontem, hoje e depois. Ontem, hoje e depois. Ontem, hoje e depois. E depois? (Agacha-se e brinca com um punhado de areia. Depois, brusco) Sei que para vós, criaturas mortais, seres restritos à triste condição humana, pareço absurdo, espichando as crianças, envelhecendo os adultos, expandindo o universo e acendendo e apagando estrelas. Mas para vós, eu digo: a alma não está sujeita às leis que regem a vida das pessoas comuns que moram em mim, que nascem, crescem, amadurecem, apodrecem e morrem. A alma, como a borboleta, é um ser de ressurreições.
(Texto da apresentação final da disciplina Corpo e Movimento, em 11/06/2011).
| Personificando o Tempo |
| Com o colega Álvaro Dyogo |
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